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Propostas

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O lugar onde você mora não pode determinar a qualidade do serviço público que você recebe

Depois de mais de 20 anos dentro do SUS — na saúde indígena, na direção de dois hospitais públicos, na coordenação regional do CEREST e hoje na assistência direta como fisioterapeuta — aprendi uma coisa que a maioria dos gestores nunca aprende: problema de saúde pública não se resolve de gabinete, se resolve enxergando de perto quem precisa do atendimento.

Hoje, um morador da nossa Macro 2 pode precisar percorrer de 300 a 707 km até Porto Velho para conseguir um atendimento de alta complexidade — uma viagem de mais de dez horas, muitas vezes em condições de dor, urgência ou fragilidade. Isso não é falta de dinheiro. É falta de organização regional.

Essa é a base de tudo que proponho: reduzir as desigualdades entre a capital e o interior de Rondônia. A saúde é onde tenho mais autoridade para falar — mas o princípio vale para todo serviço público do nosso estado. Cada um dos oito compromissos abaixo nasce, de alguma forma, do olhar de quem já viveu a saúde pública por dentro.

01

🗺️
Regionalização inteligente e equidade para o interior


O cidadão não pode viajar centenas de quilômetros para receber um atendimento que deveria existir na sua própria região. Porto Velho é sede da Macro 1; Cacoal é sede da Macro 2 — e a Macro 2 merece o mesmo nível de investimento e estrutura hoje concentrado na capital. Vou propor lei que fortalece as sete Regiões de Saúde do estado, com critérios técnicos obrigatórios para distribuição de investimentos e mais autonomia decisória para cada região, e vou fiscalizar e cobrar publicamente essa equiparação — começando pela Macro 2, mas também exigindo que as cidades do interior, em todas as regiões, recebam atenção orçamentária proporcional às suas necessidades.
02

🛡️
Código Estadual de Segurança do Paciente


Vou apresentar projeto de lei criando o primeiro Código Estadual de Segurança do Paciente do Brasil, com núcleos de segurança obrigatórios, indicadores públicos de qualidade assistencial e cultura de transparência nos hospitais da rede estadual.
03

🤝
Valorização dos trabalhadores da saúde


Sem trabalhador valorizado, não existe paciente seguro. Vou propor política estadual de saúde mental, capacitação permanente e segurança no trabalho para quem cuida da nossa gente todos os dias.
04

👶
Rede regional de saúde da criança


Vou defender, via emenda parlamentar e fiscalização orçamentária, a ampliação da rede pediátrica regional — leitos, UTI neonatal e diagnóstico precoce mais perto de casa.
05

🚗
Rondônia 40 — trânsito como política de saúde pública


O Código de Trânsito Brasileiro já determina 40 km/h nas áreas urbanas, e em pontos específicos, até 30 km/h. A lei existe — o que falta é cumprimento. A 40 km/h, o motorista consegue frear a tempo e evitar, ou minimizar, uma tragédia. Vou liderar o Rondônia 40, programa estadual que une:

  • Dados que provam o argumento, cruzando acidentes com internações e reabilitação;
  • Engenharia de tráfego, com emendas para sinalização, lombadas e radares nos pontos de maior risco;
  • Conscientização nas escolas e nas redes, formando a cultura de que respeitar a velocidade é cuidar da saúde de todos;
  • Cobrança pública, exigindo de prefeituras e órgãos de trânsito o cumprimento efetivo da lei.

Trânsito mais seguro é menos leito ocupado, menos família destruída, menos gasto público com reabilitação.

06

🌱
Agricultura familiar como saúde pública


A lei que orienta as compras públicas da agricultura familiar já existe — minha proposta vai além dela. Quero fortalecer quem produz, porque a agricultura familiar é aliada direta da saúde: alimento sem agrotóxico na mesa de quem consome, e segurança para quem trabalha na lavoura. Vou propor projetos de apoio ao produtor rural da agricultura familiar, com assistência técnica, incentivo financeiro e custeio de produção — cuidando da saúde de quem planta e de quem come.
07

📊
Fila do SUS transparente e inteligente


Rondônia já permite consultar a posição na fila do SISREG pelo Portal da Transparência do Estado — mas hoje essa informação é atualizada apenas a cada 30 dias, sem aplicativo, sem notificação ativa e sem inteligência artificial. Vou propor a modernização desse sistema: atualização em tempo real, uso de inteligência artificial para organizar e priorizar consultas, exames e cirurgias com mais justiça e eficiência, e um aplicativo de celular — com aviso também via WhatsApp — que acompanhe o cidadão do agendamento na Unidade Básica de Saúde até a realização do procedimento, notificando local, data e tudo que for necessário. A base já existe; falta transformá-la em ferramenta viva e confiável para quem espera.
08

👂
Escuta Popular — ouvir antes de decidir


Quem decide sem ouvir, decide errado. Antes mesmo da candidatura, criei o Escuta Popular para levar minha mensagem e, principalmente, ouvir a realidade de quem vive na ponta. Como deputado, vou transformar essa prática em política permanente de mandato: audiências itinerantes pelos municípios da Macro 2 e das demais regiões, um Observatório da Saúde de Rondônia, e um canal de escuta permanente — para que nenhuma decisão legislativa nasça de gabinete sem antes passar pela voz de quem sente o problema na pele.
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