O lugar onde você mora não pode determinar a qualidade do serviço público que você recebe
Depois de mais de 20 anos dentro do SUS — na saúde indígena, na direção de dois hospitais públicos, na coordenação regional do CEREST e hoje na assistência direta como fisioterapeuta — aprendi uma coisa que a maioria dos gestores nunca aprende: problema de saúde pública não se resolve de gabinete, se resolve enxergando de perto quem precisa do atendimento.
Hoje, um morador da nossa Macro 2 pode precisar percorrer de 300 a 707 km até Porto Velho para conseguir um atendimento de alta complexidade — uma viagem de mais de dez horas, muitas vezes em condições de dor, urgência ou fragilidade. Isso não é falta de dinheiro. É falta de organização regional.
Essa é a base de tudo que proponho: reduzir as desigualdades entre a capital e o interior de Rondônia. A saúde é onde tenho mais autoridade para falar — mas o princípio vale para todo serviço público do nosso estado. Cada um dos oito compromissos abaixo nasce, de alguma forma, do olhar de quem já viveu a saúde pública por dentro.
01
Regionalização inteligente e equidade para o interior
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02
Código Estadual de Segurança do Paciente
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03
Valorização dos trabalhadores da saúde
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04
Rede regional de saúde da criança
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05
Rondônia 40 — trânsito como política de saúde pública
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- Dados que provam o argumento, cruzando acidentes com internações e reabilitação;
- Engenharia de tráfego, com emendas para sinalização, lombadas e radares nos pontos de maior risco;
- Conscientização nas escolas e nas redes, formando a cultura de que respeitar a velocidade é cuidar da saúde de todos;
- Cobrança pública, exigindo de prefeituras e órgãos de trânsito o cumprimento efetivo da lei.
Trânsito mais seguro é menos leito ocupado, menos família destruída, menos gasto público com reabilitação.